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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Movido a quê?

Ontem vi uma coisa que me entristeceu um pouco... Uma parte da conversa de alguns jovens sentados em uma mesa próximo à nossa na pizzaria, mais ou menos assim:

"- Quanto de bateria tu tem no teu celular?
 - Tem 23%, mas há pouco tinha 34%...
 - O meu tá quase sem bateria. Ainda bem que eu já postei a foto da comida..."

 Isso me leva a pensar até quando vai a nossa bateria (da pessoa mesmo, não do celular). Dão tanta importância pra quanto de bateria tem o celular, quantas fotos dá pra tirar, se o lugar tem wi-fi... alguns batem até na casa do vizinho pra perguntar a senha do wi-fi, sendo que alguns, na maior parte das vezes, mal se prestam a desejar um bom dia.

 Quando é que nos esquecemos tanto de viver a vida como ela tem que ser vivida? Com conversas, risos, abraços, coisa de  verdade, não apenas virtual. Quando é que deixamos de dar o devido valor aos bons momentos junto daqueles a quem amamos, com quem realmente nos importamos a não ser conosco mesmos.

 Quando é que a gente vai lembrar que as pessoas precisam viver lado a lado, se respeitarem, não apenas na aparência, mas nas opiniões e atitudes... Quando a gente perde a chance, é muito tarde pra se dar conta do valor que as pessoas tem nas nossas vidas. Essas sim não dá pra substituir, não dá pra colocar na tomada e recarregar e começar tudo de novo...

 Rezo por um mundo com mais presenças, mais olhos nos olhos, mais risos, mais abraços, mais reuniões de amigos e família para que isso aconteça com mais frequência e seja melhor aproveitado, não apenas na aparência das fotos, mas nas lembranças dos bons momentos e nos seus reflexos nas nossas atitudes.

 Rezo por um mundo sem doenças, sem tristezas e cheio de esperanças e caminhos melhores. Vidas melhor vividas, amizades cultivadas e valorizadas, amores que não precisem apenas de fotos para que se provem verdadeiros... Por menos fotos de comida, e por mais momentos compartilhados em uma mesma realidade, junto com bons risos, brincadeiras e piadas...

 Também rezo por aqueles que partiram (acredito que pra um lugar melhor, porque já cumpriram sua missão de nos ensinar), por aqueles que lutam pela vida nos hospitais e fora deles, e que nos deixam em cada um desses dias uma lição: A vida é curta demais pra gente ficar se preocupando só com o número de curtidas e a bateria do celular.

 Aproveite bem cada momento, não desperdice apenas enchendo álbuns de fotos em redes sociais, porque no fim das contas o que vale são os sentimentos e os momentos vividos, que a gente guarda na memória, pra gente.. A vida não é só o que a gente posta, curte e compartilha... Mas é também aquilo que sente e que transmite para aqueles com quem se importa.

 Demonstre o quanto gosta das pessoas à sua volta, devolva o amor aos pais, aos filhos, aos amigos, porque todos nós precisamos deste amor, não apenas virtualmente, mas na realidade das nossas atitudes de cada dia.

 Aproveite ao lado de quem você ama, porque afinal de contas, não sabemos até quando vai a carga da nossa bateria...




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Informação e Internet: Como é que se usam as duas, e qual o papel do Profissional de TI?

Ultimamente tenho visto muita replicação de informações na Internet pelas pessoas, mas pouca ou nenhuma construção no meio geral. Basicamente eu vejo uma divisão das pessoas, no geral em dois grupos (falando do ponto de vista das redes sociais, Facebook, Twitter, Google+ e afins):

Os criadores: São aquelas pessoas que efetivamente produzem algo, trabalham bastante os dados, para que estes se tornem informação propriamente dita. Estas pessoas merecem mesmo admiração, porque algumas delas fazem da criação da informação, ou da gestão desta informação algo bom, produtivo, e muitas vezes o seu ganha-pão. Da mesma forma, são aquelas pessoas que verificam as fontes, procuram saber mais, seja qual for o assunto, antes de divulgar. Infelizmente são injustiçados em várias ocasiões, porque a informação é replicada, mas o autor não é creditado adequadamente.

Os compartilhadores: É aquele grupo maior de pessoas que costuma compartilhar algo porque achou interessante, bonitinho... ou até fofo (modo óin.. especialmente para as meninas). Dependendo da informação, da frase ou texto, ou até do contexto, eu me faço aquela pergunta: "Mas foi mesmo fulano quem escreveu?". Eu mesmo já caí no erro de, no papel de "compartilhador", enviar um texto que julguei ser de uma pessoa, mas que na verdade poderia não ser... Então procuro não fazer (ou fazer menos) aquele compartilhar sem justiça, sem crédito, mesmo porque eu não iria gostar se aquilo (artigo, post ou o que seja) que eu escrevi ou fiz, lapidei, passei algum tempo considerável pensando a respeito não levasse meu nome ou sequer uma menção. Isso até revolta um pouco mas, como tudo no mundo, vez por outra... acontece.

Já na questão do e-mail, também vejo a mesma coisa, mas basicamente para aqueles assuntos mais abrangentes, a gente vê ainda mais replicadores. Desta vez, posso dividir em dois grupos que eu notei:

Forward-or-die: Passe este e-mail para 300 pessoas dentro de uma hora ou você morrerá em sete dias (Samara, até tu?)... Sem comentários!

Os 'acorrentados': A pessoa mal lê o e-mail e já clica no Encaminhar, manda pra TODOS da sua lista, sem filtrar endereços ou nem se preocupar em esconder (no melhor bêbado-style... não se esconde nem a pau). Neste grupo dá pra incluir também aqueles com pena de pessoas doentes, que tal empresa X vai ajudar com dez centavos por e-mail enviado... Tá, mas como é que vão rastrear e doar o dinheiro pra quem precisa? A pessoa precisa mesmo do dinheiro? Já não está sendo adequadamente tratada? Vão doar? A pessoa ainda está viva ou em tratamento? Vai saber....

Já para o e-mail eu sou mais, digamos, seletivo. Normalmente não repasso nada, a menos que a pessoa peça, ou que eu considere que ela faça parte de um grupo que precise ou gostaria de ler sobre aquele assunto.

Os dois meios tem uma coisa em comum: a gente precisa de cautela para repassar, filtrar o conteúdo e ver o que vai fazer... ufa! Dá uma trabalheira que a gente cansa só de pensar, não dá? Mesmo assim, temos que ter o mesmo cuidado com a informação que lemos, entendemos e enviamos.

É... nestes tempos em que a Internet ajuda a derrubar ditadores, temos que ser cada vez mais críticos coletivamente e autocríticos, para que não façamos nada que venha prejudicar a nossa vida, tanto individual quanto coletiva...

Por isso se diz que a humanidade carece de melhores usos das ferramentas que cria. Na minha opinião, esta é uma das principais finalidades das carreiras em TI, de forma geral. Precisamos não só desenvolver ferramentas capazes de tornar um conjunto de dados disponível e classificável, mas também dar suporte às pessoas para que elas aprendam a utilizar aqueles dados da melhor maneira. Aí sim, depois de classificados, preparados e interpretados da maneira correta (pelas pessoas), podem tornar-se informações aproveitáveis, distribuídas com relação a fatos, ideias e possibilidades.

Aos que me lêem agora, perdoem o meio-desabafo, mas é verdade. Muitas vezes na ânsia do colaborar, do ajudar, do disseminar a informação, a gente não confirma, não lê nas entrelinhas... Mas, ninguém é perfeito, e longe de mim querer ser. Só quero ser uma coisa todos os dias, por mais clichê que pareça: Hoje, melhor que ontem: Amanhã, melhor ainda!

Abraço a todos, e semana que vem (ou antes), volto a escrever aqui. Se quiserem opinar, responder, conversar, estamos por aí!